Man Ray  1
On-line 19-3-2004

Man Ray 2

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auto-retrato, 1934 - Fotografia com semi solarização

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Man Ray 
EUA,  Filadélfia, 1890 - França, Paris, 1976

"A natureza não cria obras de arte. Somos nós, com a peculiar capacidade de interpretação do cérebro humano, que vemos arte".
Man Ray

Man Ray - pseudónimo de Emmanuel Rudnitzky, formado por duas pequenas sílabas, que significam  homem (man), e raio (ray) de luz ou de sol.
Antes de se estabelecer em Paris, onde desembarcou em 14 de Julho de 1921, Man Ray já era uma figura de primeiro plano do Dadaísmo em Nova Iorque. Toda a sua obra tem profundas ligações com o movimento Dada e com o Surrealismo, tendo participado nas mais importantes exposições destes movimentos artísticos da 1ª metade do século XX.
Foi um dos fotógrafos mais importantes do século XX, mas também  pintor e realizador cinematográfico. Começou a sua carreira artística como pintor e a partir de 1914-15 depois de ter comprado uma primeira câmara para fotografar os seus quadros, desenvolveu uma obra fotográfica que conjugou de uma forma criativa uma grande capacidade plástica com um enorme rigor técnico.
Nas suas fotografias podem-se destacar várias linhas de força, como o jogo de luz-sombra, visível em quase toda a sua obra.  (repare-se na imagem nº 4 -  "Integration of shadows" de 1921, onde man Ray cultivou conscientemente a nossa confusão óptica/mental das formas e dos objectos e das suas respectivas sombras).
Também nas suas séries de fotogramas, que Man Ray apelidou de "rayographs" ou "rayograms", são visíveis imagens que preservam a ambiguidade dos objectos expostos à luz e que incluíam a sua sombra. A execução dos fotogramas é "automática", pois não requerem câmara fotográfica para a sua realização, apenas uma qualquer fonte de luz sobre formas e objectos, a sua realização é instantânea e cada fotograma é único, pois é impresso directamente em papel fotográfico, não possuindo por isso película negativa.
Destaque também para os inúmeros retratos realizados ao longo de décadas por Man Ray de personalidades do meio artístico, artistas plásticos, escritores, músicos e compositores, actores, etc.
Fotografou também com especial interesse, quer a natureza quer o meio urbano, com destaque para a sua cidade adoptiva, Paris, e o mundo da moda.
Além de ter sido um artista com notáveis capacidades de observação e composição, Man Ray desenvolveu um grande trabalho de laboratório, aprofundando e desenvolvendo técnicas fotográficas como a solarização/efeito Sabatier, os fotogramas, a exposição múltipla e diversas técnicas originais de sensibilização e impressão fotográficas.
Man Ray representou a figura do artista multifacetado e vanguardista que procurou ultrapassar as fronteiras disciplinares, e as tendências puristas da época, tentando ligar as várias formas artísticas com a mesma dignidade.
António Carvalhal 2000/2004
 

Man Ray 1 - legendas das imagens:

1- "Le Violon D´Ingres", 1924 - talvez a fotografia mais famosa de Man Ray, citação da tela "La grande baigneuse" de Ingres.
2- "Coat-stand", 1920 - Fotografia publicada originalmente na revista "New-Dada York", 1921 com o título "Dadaphoto"
3- "La femme", 1920
4- "Integration of shadows", 1921
5- auto-retrato, sem data. O tema do suicídio que foi uma obsessão de Man Ray num período da sua vida é aqui abordado
6- Antonin Artaud, escritor, 1921
7- André Breton, escritor, 1930
8- Salvador Dali, pintor, 1929-31
9- Max Ernst, pintor, 1935 - Fotografia com semi solarização
10- "Érotique voilée" - Retrato da pintora Meret Oppenheim
 

António Carvalhal, Sépia- A.C./L.S. - Março 2004
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Sepia - fotografia p/b.................

Sepia - Fotografia -  Man Ray 2